Atletas olímpicas brasileiras e a maternidade: do mito à realidade
DOI:
https://doi.org/10.30937/2526-6314.v4.id101Palavras-chave:
esporte olímpico, maternidade, narrativas biográficas, atletas, gênero.Resumo
Ao longo da história, as mulheres foram proibidas de práticas de atividades competitivas em diferentes contextos e épocas, seja pelo espaço social que podiam ocupar ou por argumentos relacionados a sua biologia e constituição corporal. O corpo da mulher, no que tange sua fertilidade, referenciou determinantes às suas possibilidades sociais. Sob o viés mítico, as distintas figuras femininas sagradas eram aquelas que davam o dom da vida, a criação das coisas, muitas vezes sem necessitar de nenhuma figura masculina, enfatizando as questões da maternidade. Em certo tempo, a prática de atividade física poderia favorecer a mulher naquilo que seria ? ou ainda o é ? dito como sua função natural, mas sempre segundo determinações masculinas. Ainda que com as diferentes mudanças ao longo do tempo, as atletas olímpicas brasileiras ocuparam e ocupam estes espaços e papéis, carregando-os com todas as suas cargas, responsabilidades e culpas, tanto no desejo ou concretização da maternidade quanto na expressa vontade de não cumprir este papel imposto. Utilizando-se das narrativas biográficas, este artigo objetiva discutir as questões da maternidade que envolvem o esporte e, principalmente, as atletas olímpicas brasileiras.
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