Uma Aventura Olí­mpica: Novas Modalidades, novos desafios

Autores

  • Raoni Perrucci Toledo Machado

DOI:

https://doi.org/10.30937/2526-6314.v1n3.id30

Palavras-chave:

Aventura, Olimpismo, Jogos Olímpicos

Resumo

Em 1894, antes mesmo da realização da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, o Barão Pierre de Coubertin já demonstrava que o Olimpismo e a aventura poderiam caminhar juntos desde seu início, como podemos ver nas tentativas de realização de provas de “melhor caçadaâ€, melhor escalada†e uma premiação na categoria “aviaçãoâ€. Demorou por volta de um século para que as modalidades esportivas “de aventura†pudessem de fato ter seu espaço no programa olímpico, iniciando-se pela tímida aparição isolada da canoagem slalom em 1972 e culminando agora com a aparição da escalada, surf e skate nos Jogos de Tóquio, em 2020. Se por um lado se torna fundamental o entendimento do contexto sociocultural que fundamenta e legitima a resignificação do programa olímpico nesta direção, por outro, temos que nos perguntar se, devido as peculiaridades destas modalidades, se elas estarão dispostas a colaborar com as intenções do COI. Durante a realização do IX Congresso Brasileiro de Atividade de Aventura em 2016, foi bastante debatido pelos palestrantes até que ponto valeria a pena a “esportivização†destas práticas, que as fariam perder sua essência em detrimento da manifestação tradicional do esporte. E de fato, dos 64 trabalhos recebidos e apresentados em pôsteres ou comunicações orais, nenhum se dedicou a estudar este assunto, mesmo sendo a temática central do congresso. Coincidência ou falta de interesse? Falta de interesse ou irrelevância? Irrelevância ou incompatibilidade? Ainda não temos a resposta para estas perguntas, mas me parece que dentro do maior desafio do COI de resgatar níveis altos de audiência e de tornar os Jogos mais atrativos para o público jovem, existe ainda um desafio muito maior que precisará ser travado dentro de suas próprias estruturas que podem alterar a forma como o próprio fenômeno esportivo é visto.

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Publicado

19-12-2018

Edição

Seção

Artigo Original