A oligarquia olímpica: uma leitura sobre a autoperpetuação dos brasileiros no poder das instituições olímpicas nacionais e internacionais
DOI:
https://doi.org/10.30937/2526-6314.v1n1.id4Palavras-chave:
Esporte, Brasil, Governança, Movimento OlímpicoResumo
As instituições olímpicas estão em crescente escrutínio público, considerando o aumento de sua evidência econômica, social e simbólica, cujas lógicas de mercado não necessariamente vinham acompanhadas de modernização em sua governança. Visando investigar como as posições de liderança no esporte olímpico brasileiro se dão historicamente, utilizamos fontes secundárias e documentos oficiais para discutir, com Pierre Bourdieu, a dominação de uma chamada “oligarquia olímpica” nas posições mais relevantes do Comitê Olímpico Brasileiro, da representação brasileira no Comitê Olímpico Interacional e no Comitê de Candidatura Rio 2016. Destacamos que, apesar das tentativas de adoção de processos mais democráticos e que tenham alternância no poder, as estruturas olímpicas ainda têm tendências de manutenção da ortodoxia
Downloads
Referências
Chappelet, JL. From daily management to high politics: the governance of the International Olympic Committee. In: Robinson L, Chelladurai P, Bodet G, Downward P. Routledge Handbook of Sport Management. Londres: Routledge; 2012.
Ghadami M, Henry I. Developing culturally specific tools for the evaluation of good governance in diverse national contexts: a case study of the National Olympic Committee of the Islamic Republic of Iran. Int J Hist Sport. 2015; 32 (8): 986-1000.
Chappelet JL, Mrkonjic M. Existing governance principles in sport: a review of published literature. In: Alm J. Editor. Action for good governance in international sports organisations Final Report. Copenhague: Play the Game/Danish Institute for Sports Studies; 2013.
Comitê de Candidatura Rio 2016. Sumário Executivo [documento na internet]. 2016; 1. Disponível em: http://www.portaldatransparencia.gov.br/rio2016/_arquivos/dossie_de_candidatura_v1.pdf [2017 mar 08].
Bourdieu P. Como se pode ser desportista? Lisboa: Fim de Século; 2003. Questões de Sociologia; p. 181-204.
Bourdieu P. The forms of capital. In: Richardson J. Handbook of theory and research for the Sociology of Education. Westport, CT: Greenwood; 1986.
Bourdieu P. Razões práticas – Sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus; 2010.
Bourdieu P, Wacquant L. Una invitación a la sociología reflexiva. Buenos Aires, Argentina: Siglo XXI Editores Argentina ; 2005.
Bourdieu P. 2004. Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense; 2004.
Bourdieu P. A produção da crença – contribuição para uma economia dos bens simbólicos. Porto Alegre, RS: Zouk; 2006.
Bourdieu P. Os Jogos Olímpicos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 1997. Sobre a televisão.
Rubio K. Jogos Olímpicos da Era Moderna: uma proposta de periodização. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 2010; 24(1): 55-68.
Lemos DLR. A história social do movimento olímpico brasileiro no início do século XX. Dissertação de Mestrado. Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo; 2008.
Torres CR. The Latin American ‘Olympic explosion’ of the 1920s: Causes and consequences. Int J Hist Sport. 2006; 23(7): 1088-1111.
Negreiros PL. O Brasil no cenário internacional: Jogos Olímpicos e Copas do Mundo. In: Del Priore M, e Melo VA. Editores. História do Esporte no Brasil. São Paulo: Editora UNESP; 2009. p. 293-330.
Drumond M.. 2009. O esporte como política de Estado: Vargas. In: Del Priore M, Melo VA. Editores. História do esporte no Brasil. São Paulo: Editora UNESP; 2009. p. 213-244.
Almeida BS. 2010. O financiamento do esporte olímpico e suas relações com a política no Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Paraná, Curitiba; 2010.
Buchanan I, Lyberg W. The Biographies of all IOC Members – Part V. Journal of Olympic History. 2010; 18(2): 56-65.
Buchanan I, Lyberg W. The Biographies of all IOC Members – Part VI. Journal of Olympic History. 2010; 18(3): 41-54.
Buchanan I, Lyberg W. The Biographies of all IOC Members – Part IX. Journal of Olympic History. 2011; 19(3): 53-66.
Rubio K. Da Europa para a América: a trajetória do movimento olímpico brasileiro. Geo Crítica Scripta Nova. 2005; 9(200).
Dolzan M. Nuzman vai para sexto mandato no Comitê Olímpico do Brasil. Revista Exame, São Paulo, 2016 out 3. Disponível em: http://exame.abril.com.br/brasil/nuzman-vai-para-sexto-mandato-no-comite-olimpico-do-brasil/ [2017 fev 28].
Buchanan I, Lyberg W. The Biographies of all IOC Members – Part XIII. Journal of Olympic History. 2013; 21(1): 58-65.
International Olympic Committee. Olympic Charter [documento na internet]. 2015. Disponível em: https://stillmed.olympic.org/Documents/olympic_charter_en.pdf [2017 mar 09].
Comitê de Candidatura Rio 2016. I – Rio 2016 Team. Rio 2016 Finance Book Supervision [documento na internet]. 2009; p. 218-229. Disponível em: https://i3gov.planejamento.gov.br/balanco/2%20-%20CIDADANIA%20E%20INCLUSAO%20SOCIAL/7%20-%20Esporte/1%20-%20Documentos/Candidatura%20Rio2016/BGF%20-%20Candidatura%20Rio2016%20-%20Dossi%EA%20de%20Candidatura/BFG-CA~1.PDF [2017 mar 8].
Cilenti M. Perfil [documento na internet]. LinkedIn. 2017. Disponível em: https://www.linkedin.com/in/mario-cilenti [2017 mar 8].
[Anonymus] Ex-presidente da Varig e ex-COO da Rio 2016 é nomeado subsecretário de estado de turismo do Rio de Janeiro [documento na internet]. 2014. Disponível em: http://www.rj.gov.br/web/setur/exibeconteudo?article-id=2056550 [2017 mar 8].
International Olympic Committee. 2016 Candidature procedure and questionnaire [documento na internet]. 2008. Disponível em: https://stillmed.olympic.org/media/Document%20Library/OlympicOrg/Documents/Host-City-Elections/XXXI-Olympiad-2016/Candidature-Procedure-and-Questionnaire-for-the-Games-of-the-XXXI-Olympiad-in-2016.pdf [2017 mar 8].
International Olympic Committee. Consolidated minimum requirements for the implementation of the basic principles of good governance for NOCs [documento na internet]. 2016. Disponível em: https://stillmed.olympic.org/media/Document%20Library/OlympicOrg/IOC/What-We-Do/Leading-the-Olympic-Movement/PGG-Implementation-and-Self-Evaluation-Tools-23-12-2016.pdf#_ga=1.223834971.133062311.1456916290 [2017 mar 8].
Geeraert A, Alm J, Groll M. Good governance in international sport organizations: an analysis of the 35 Olympic sport governing bodies. International Journal of Sport Policy and Politics. 2014; 6 (3): 281-306.
Holanda SB. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras; 1995.
Sidney Scoreboard. Brazil – % of Women Board Directors. 2017. Disponível em: http://www.sydneyscoreboard.com/ [2017 mar 8].
Geeraert A, Mrkonjic M, Chappelet JL. A rationalist perspective on the autonomy of international sport governing bodies: towards a pragmatic autonomy in the steering of sports. International Journal of Sports Policy and Politics. 2015: 7(4): 473-488.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os autores autorizam que outros copiem e redistribuam o material em qualquer suporte ou formato. Remixar, transformar, e criar a partir do material. Não pode usar o material para fins comerciais.


