A prática esportiva como alternativa para uma educação integral através dos valores olímpicos

Autores

  • Carlos Eduardo Dunshee de Abranches Jardim Filho N/A

DOI:

https://doi.org/10.30937/2526-6314.v6.id148

Palavras-chave:

educação integral, valores Olímpicos, BNCC, esporte

Resumo

O esporte envolve valores que são chave para o desenvolvimento da sociedade e que podem ser usados para a educação dos jovens. Pierre de Coubertin, quando constitui o Movimento Olímpico, uma das bases do esporte moderno, defende que o esporte deve ser utilizado como um meio para ensinar tais valores indispensáveis à vida em sociedade. Nos valores olímpicos, a prática desportiva cotidiana abrange diversas atividades, tornando-se uma ferramenta importante para uma educação integral dos jovens. Por isso, nas aulas de educação física, os professores podem passar aos alunos valores como a disciplina, o respeito, a dedicação, a persistência, o desenvolvimento do trabalho em grupo, o estilo de vida saudável, a convivência com as diferenças interpessoais, a inclusão e à amplificação das perspectivas de vida. A prática esportiva na escola é acima de tudo afetiva e a partir dos valores transmitidos neste ambiente, cria-se uma cultura que os jovens levam para toda a vida. O ensino desses valores e das habilidades, mencionados anteriormente, fazem parte do que hoje chamamos de competências socioemocionais, que fazem parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a referência nacional obrigatória para que as escolas desenvolvam seus projetos pedagógicos, e tem o compromisso com o desenvolvimento integral dos alunos. O intuito desse artigo é mostrar como o esporte, através das aulas de Educação Física na escola – e dos valores do Olimpismo integradas a ela – colabora para o desenvolvimento integral do jovem, considerando sua formação física, emocional, intelectual e social e atendem aos novos requisitos pedagógicos da BNCC.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Sadi RS, Daolio J, Brito M, Azevedo AA, Suassuna S, Souza A. Esporte e sociedade. Brasília: Universidade de Brasília/CEAD; 2004.

Marinho T. Da natureza poética do desporto: para uma formação da sensibilidade estética. Revista da Sociedade Científica de Pedagogia do Desporto. 2014;4(1):19-24.

Perez CR, Zimmermann MA. Educação Olímpica e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): uma aproximação entre esporte e educação. Olimpianos – Journal of Olympic Studies. 2018; 2(3):555-568.

Assis P. Efeitos e Benefícios Psicológicos da Actividade Física (PARTE II) [citado 12 dez 2021]. 2007 Nov 26. Disponível em: http://psico-desporto.blogspot.com/2007/11/efeitos-e-benefcios-psicolgicos-da_26.html.

Santin S. Educação Física: uma abordagem filosófica da corporeidade. Ijuí: Ed. Unijuí; 1987.

Casanova RGQ. Holismo: consequencias de una errónea interpretación. Rol de enfermeira. 1992; 165: p. 65 – 67.

Tough P. Um questão de caráter. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca Ltda; 2012.

Gadotti M. Educação integral no Brasil – inovações em processo. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire; 2009.

Camargo TD, Souza DO. A educação integral como possibilitadora da construção da cultura da paz e de uma ética universal. Comunicação apresentada na conferência XI Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências; 2017 Jul 3-6; Florianópolis, Brasil.

Freire P. A educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2019.

Freire P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2019.

North P. Icelandic youth [citado 9 dez 2021]. Londres: Paul North; 2015. Disponível em: https://volteface.me/publications/iceland-report.

Young E. Iceland knows how to stop teen substance abuse, but the rest of the world isn’t listening [citado 9 dez 2021]. 2017 Jan 17. Disponível em: https://mosaicscience.com/story/iceland-prevent-teen-substance-abuse.

Dias JR. A educação de adultos. Introdução histórica. (Dissertação de mestrado). Braga: Universidade do Minho; 1982.

Monteiro MD. As manifestações Afetivas nas aulas de Educação Física: Análise de uma classe de 3ª série do ensino fundamental na perspectiva de Henri Wallon (Dissertação de mestrado). São Paulo (SP): Pontifícia Universidade Católica; 2006.

Betti M. Cultura corporal e cultura esportiva. Rev. paul. educ. fís. 1993;7(2):44-51.

Zimmermann MA, Rubio K. A lembrança do professor de Educação Física: a presença de Quíron no processo de formação do atleta. In: Rubio K (ed.). Narrativas biográficas: da busca à construção de um método. São Paulo: Editora Laços. 2016: p. 261-277.

Lima DAS. Técnico-Mestre e Atleta-Herói: uma leitura simbólica dos mitos de Quíron e do Herói entre técnicos de voleibol (Dissertação de mestrado). São Paulo (SP): Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo; 2012.

Rubio K. Memórias e narrativas biográficas de atletas olímpicos brasileiros. In: K. Rubio (Org.). Preservação da memória: a responsabilidade social dos Jogos Olímpicos. São Paulo: Képos; 2014.

Huizinga J. Homo ludens: o jogo como elemento na cultura. São Paulo: Perspectiva; 2010.

Gonçalves MAS. Sentir, pensar, agir: corporeidade e educação. Campinas: Papirus; 1994.

Freire JB. Pedagogia do Futebol. Campinas: Editora Autores Associados Ltda; 2011.

Lenk H. Toward a social philosophy of the Olympics: Values, aims and reality of the modern Olympic movement. West Point (NY): Leisure Press; 1976.

Bauman Z. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Lisboa: Relógio d´Água; 2006.

Downloads

Publicado

17-02-2022

Edição

Seção

Artigo Original