O esporte paralí­mpico como espaço de pertencimento: o enigma de André Brasil

Autores

  • Luciane Maria Micheletti Tonon

DOI:

https://doi.org/10.30937/2526-6314.v2n2.id53

Palavras-chave:

Esporte paralímpico, atleta paralímpico, pertencimento

Resumo

O ser humano tem uma relação simbólica com o espaço em que habita, convive e se situa. Bachelard traz a “casa†como imagem poética do espaço que acolhe, confina, diminui, aumenta, projeta e deixa cada um possa ter sua identidade. Mas, o que resta quando se é abruptamente privado desse espaço, dessa “casaâ€, desse habitat. Esta é a questão que o artigo pretende responder ao fazer uma analogia pelo imaginário, do esporte paralímpico como sendo a “casaâ€, ocupada por um atleta com deficiência. Mais especificamente, com o estudo de caso do nadador André Brasil, que após 14 anos de carreira, foi considerado inelegível por classificadores do Comitê Internacional Paralímpico – IPC. A análise de seu discurso remete imageticamente ao filme: O Enigma de Kaspar Houser. O método investigativo é o de narrativas biográficas, que se estende para além de marcos históricos ou sociais e adentra o campo da subjetividade marcado por construções simbólicas que devem ser entendidas nesse contexto. Sendo assim, o objetivo deste artigo é atestar, pelo prisma da subjetividade, o esporte como um espaço de pertencimento do atleta paralímpico e sua representatividade na trajetória do atleta.

Referências

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Publicado

06-07-2019

Edição

Seção

Artigo Original