A olimpização de modalidades esportivas e o mito da construção artificial dos corpos: O caso da Escalada Olímpica
DOI:
https://doi.org/10.30937/2526-6314.v2n2.id50Palavras-chave:
Escalada Olímpica, Jogos Olímpicos, ImaginárioResumo
Os Jogos OlÃmpicos que acontecerão em Tóquio, no ano de 2020, contarão com a inclusão da escalada, do surf, e do skate, modalidades esportivas com caracterÃsticas singulares no âmbito de sua cultura própria de movimento. Abordaremos neste artigo o processo de inclusão da escalada esportiva no programa olÃmpico que, considerado multifatorial, é aqui delimitado na discussão acerca dos efeitos da modelagem da escalada esportiva ao gabarito do Movimento OlÃmpico, de caracterÃstica universalizante e secular, sobre as dimensões tradicionais desta cultura corporal de movimento e, principalmente, sobre os corpos que de fato a protagonizam, os escaladores. O trajeto teórico-metodológico para abordar o tema é baseado nas dinâmicas ontológicas, como as narrativas mÃticas, fornecidas por autores do campo dos estudos do imaginário, onde a questão central no desenvolvimento deste estudo é a relação entre a Escalada OlÃmpica enquanto movimento artificial e o tema mÃtico da construção e animação artificial de um corpo, e do poder de domÃnio sobre seu movimento.
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