Surfe e educação não formal: potência e a prática no projeto social "Surf e Stand Up Paddle para Todos"

Autores

  • Viní­cius Cardoso de Souza
  • Rafael Campos Veloso Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.30937/2526-6314.v2n3.id60

Palavras-chave:

Surfe, Educação, Narrativas biográficas

Resumo

Este estudo pretende observar no ambiente de prática do surfe, entendido como uma manifestação da cultura corporal de movimento, nas configurações desde o lazer ao esporte de rendimento, a possibilidade e potência do desenvolvimento de elementos da educação não formal. Para tal objetivo foi utilizado a aplicação do conceito metodológico das Narrativa Biográficas em participantes do Projeto Social Surf e SUP para Todos, fundado em 2009, na cidade de Caraguatatuba – litoral norte do estado de São Paulo, onde foram obtidos o registro da narrativa do Prof. Luciano Santana – idealizador do projeto. A narrativa analisada por este estudo ainda é composta pelo relato de um aluno, que por ventura esteve presente no momento do registro e participou da composição dos dados ao legitimar a narrativa de seu professor. Os elementos analisados das narrativas biográficas deste professor e seu aluno, nos sugerem que a prática do surfe contém potenciais além da dimensão esportiva, relacionada ao alto rendimento, pois, também pode ser abordado como instrumento pedagógico e espaço de interação social, permitindo aos seus praticantes momentos que podem congregar prazer, aprendizado, e a excelência do corpo em movimento em suas diversas configurações de prática; lazer, saúde e qualidade de vida, competitiva, e profissional.

 

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Publicado

05-09-2019

Edição

Seção

Artigo Original